Como qualquer outro produto derivado do tabaco, o narguilé
contém nicotina e as mesmas 4.700 substâncias tóxicas do cigarro convencional.
Porém, análises comprovam que sua fumaça contém quantidades superiores de
nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas do que
na fumaça do cigarro.
Além do tabaco é colocado carvão em brasa. A queima do
carvão produz substâncias cancerígenas, entre elas, o monóxido de carbono,
potencializando os riscos para seus consumidores.
“Por desconhecimento dos usuários, a presença da água faz
com que se aspire ainda mais a fumaça, dando a impressão de que o organismo
fica mais tolerante, o que é errado. Desse modo, a pessoa vai inalando uma
quantidade muito maior de toxinas, sem sentir tanto incômodo”, afirma
Meirelles.
O narguilé contém aditivos aromáticos, em geral, muito
agradáveis, que acabam levando jovens a participar de sessões de fumo desse
produto, levando-os a se tornarem dependentes de nicotina, e futuros
consumidores de cigarros.
“Os malefícios à saúde causados a quem frequenta ambientes
em que o narguilé é consumido, são bem parecidos com os que atingem aos
fumantes passivos, que têm mais chances de desenvolver doenças
tabaco-relacionadas. A concentração dessas substâncias no organismo tem efeito
cumulativo, ou seja, quanto maior o tempo de exposição, maiores serão os
danos”, completa.
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